Hoje, completam-se exatos sete anos desde que um pesadelo começou. Foi a noite em que Mari Ferrer foi drogada e violentada em uma boate em Florianópolis. Pode até parecer um passado distante para os perpetradores, já que eles jamais foram responsabilizados.
Intercept Brasil - 15/12/2025

Mas Mari ainda não conseguiu justiça. E hoje o Intercept está lutando contra uma investigação policial que busca revelar nossas fontes, além de vários processos criminais e civis gravíssimos.
Estamos brigando para reverter a condenação de nossa repórter a um ano de prisão e indenização de R$ 400 mil, por uma investigação publicada em 2020 que chocou o Brasil, envergonhou o judiciário catarinense e resultou na Lei Mari Ferrer.
Desde a publicação, autoridades estaduais buscam vingança em uma série de ações judiciais que já provocaram o repúdio da ONU, da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e do STF.

Agora, esse pesadelo pode ficar ainda mais assustador em breve: estamos esperando novas decisões judiciais a qualquer momento, e nos preparando para o pior. Isso pode significar novas penas de prisão e indenizações estratosféricas, além de mais censura e violações constitucionais.
Não nos intimidaremos e não deixaremos de buscar justiça até que todas as decisões contra a repórter Schirlei Alves sejam revertidas.
Mas lutar contra a polícia e o judiciário em seu próprio quintal não é fácil, e certamente não é barato. É por isso que criamos nosso Fundo de Defesa Legal. É uma forma de nossa comunidade mostrar sua solidariedade com Schirlei e garantir que o Intercept Brasil sempre terá os recursos necessários para enfrentar a corrupção e a injustiça.
Além desse caso, estamos enfrentando uma onda sem precedentes de assédio judicial, com pelo menos 25 processos abertos, movidos por golpistas, políticos extremistas, criminosos ambientais, mineradoras e demagogos que prefeririam que nosso jornalismo independente não existisse.
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