LEIA NOSSA MENSAGEM DE ANO NOVO: O CFEMEA agradece a companhia de vocês por mais um ano. Completamos 36 anos de existência, de lutas e de diálogos. Nesse período fomos aprendendo com nossos erros e acertos. Com o estudo proporcionado por feministas que se dedicaram ao exame das questões fundamentais do patriarcado, do capitalismo e das variadas formas de exploração e dominação das mulheres. Equipe do CFEMEA
O CFEMEA agradeçe a companhia de vocês por mais um ano. Completamos 36 anos de existência, de lutas e de diálogos. Nesse período fomos aprendendo com nossos erros e acertos. Com o estudo proporcionado por feministas que se dedicaram ao exame das questões fundamentais do patriarcado, do capitalismo e das variadas formas de exploração e dominação das mulheres. Queremos outro mundo. Sabemos que ele é possível. Mas para isso precisaremos ainda caminhar um pouco. Precisaremos estarmos juntas. Nesse ano o Cfemea firmou ainda mais profundamente nosso compromisso com as mulheres que sobrevivem e lutam nas periferias das cidades, dos campos, nos quilombos. Caminhamos com nossas companheiras quilombolas e guerreiras do Pará, com as companheiras das periferias de Salvador, da Rede de Mulheres Negras da Bahia e com o Coletivo de Mulheres do Calafate. No segundo semestre, aprofundamos nossas parcerias com o Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores Sem Terra (MST). O próximo ano se aproxima e queremos permanecer nessa caminhada, somar com mais compaheiras e guiar o feminismo na direção das mulheres que lutam contra a opressão, contra a fome, contra o machismo e as violências do patriarcado. Equipe do CFEMEA

Companheiras, companheires, companheiros, de luta feminista por um mundo pós-patriarcal, de respeito, equidade, bem viver, sem exploradas e sem exploradores.
Chegamos ao fim de mais um ano, um momento para descansar e recarregar as energias. É um momento de cuidar dos corpos, corações e mentes que ficaram exaustos, mas não vencidos e que seguem firmes na luta. Uma volta ao Sol que nos custou muitas vidas em todo o planeta. O racismo, o machismo e o patriarcado, ameaçados por nossas lutas, matam mais, com violência e ódio às mulheres. Com requintes de crueldade. Mas não conseguem mais nos intimidar. Nos fortalecemos umas às outras. E continuaremos a lutar.
No Brasil, a hegemonia que conquistaram na Câmara dos Deputados, tem feito a direita mais igual à extrema direita fascista. Mesmo assim, foi um ano que marcou uma diferença gritante na história de um país de golpes de Estado. Foi a primeira vez que militares foram julgados e condenados por tentativa de golpe contra a democracia.
Nossa democracia ainda é muito frágil e dependente de que continuemos a colocar nossas energias à luta em sua defesa. Em defesa dos direitos humanos: direitos civis, direitos sexuais e reprodutivos, direitos ambientais, sociais entre outros. É o que se espera de nós novamente em 2026.
Neste ano as mulheres indígenas, as camponesas e as mulheres negras de todo o Brasil se mobilizaram em Brasília. Todas dedicaram milhares de horas para organizar e fortalecer seus movimentos. Fortalecer e ampliar a confiança umas nas outras, defender os direitos de todas, denunciar o racismo, o machismo, o agro-minério-negócio, a violência patriarcal contra todas as mulheres, exigir reparação. Contra o marco temporal e contra as marcas das violências.
O Cfemea, um grãozinho de areia feminista nessa luta planetária, dedicou sua energia e criatividade a cocriar, com dezenas de companheiras, em coletivos, em movimentos e articulações, uma nova estratégia de fortalecimento das mulheres nas periferias das cidades, também nas bordas do rural e urbano. Da Região Metropolitana de Salvador, com a Rede de Mulheres Negras da Bahia e o Coletivo de Mulheres do Calafate, aprendemos um pouco a construir alternativas econômicas para as mulheres, que estamos reinventando com as companheiras do Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST do Distrito Federal e Entorno.
O ano que logo se iniciará nos exigirá mais ainda. E estamos nos preparando para continuar. Os desafios não serão menores.
Nossa história de lutas em defesa dos direitos das mulheres, que já se concentrou no Parlamento, criando leis e processos de incidência coletivos, e que se espraiou nas articulações internacionais, das Nações Unidas a fóruns continentais de mulheres, hoje se vê mais desafiada ainda na construção de um capítulo voltado a fortalecer as lutas populares por justiça reprodutiva, por igualdade e pela vida das mulheres a partir dos territórios, das favelas, dos acampamentos da reforma agrária, das periferias empobrecidas. Nesses territórios onde a violência e a manipulação de crenças se mesclam para o controle das mulheres, as lutas feministas são mais exigentes e necessárias. Estamos lá agora.
Em 2026 teremos eleições. Não podemos deixar que vença o patriarcado, violento, misógino, racista, capitalista que tira sua máscara e se mostra fascista e cheio de ódio. Mais uma vez precisamos criar uma barreira para tornar possível bem viver, cuidar da vida e da nossa Casa Comum, e defender a democracia.
Queríamos só falar de flores, mas não podemos deixar de tratar dos espinhos. As flores, estamos plantando. Juntas. Regando com a água que queremos continuar a ter no futuro. Juntas, também. Em um mundo sem violência, de igualdade, companheirismo e amizade. Um caminho que o feminismo antirracista nos indica.
EQUIPE DO CFEMEA
19 de dezembro de 2025





