A ONG Católicas pelo Direito de Decidir (@ascatolicas) lançou em São Paulo o Observatório sobre Laicidade, Gênero e Aborto. A iniciativa busca produzir dados científicos e monitorar a influência do conservadorismo religioso católico em políticas públicas e serviços de saúde reprodutiva no Brasil.

cdd observatorio

Segundo Denise Mascarenhas, integrante do Grupo de Estudos em Saúde Coletiva - GESCO/UFU, da Universidade Federal de Uberlândia., o observatório analisará três eixos principais: a objeção de consciência em hospitais públicos e privados o impacto dos contratos entre o Estado e entidades religiosas no atendimento às mulheres e a interferência de grupos conservadores na formulação de leis sobre aborto legal.

No Brasil o aborto é permitido desde 1940 nos casos de risco à vida da gestante e gravidez resultante de estupro. Em 2012 o Supremo Tribunal Federal (STF) incluiu a anencefalia fetal como terceira causa. Apesar dessas conquistas legais persistem obstáculos como a falta de serviços, a objeção de consciência generalizada e a influência religiosa nas unidades de saúde.

O lançamento ocorre em um contexto de avanço conservador no Congresso. Em 2025 três projetos restritivos foram aprovados em comissão especial do Senado: proibição da telemedicina para aborto legal, limite de 22 semanas mesmo em casos de estupro e obrigatoriedade de oferecer centros de “apoio à gravidez” vinculados a grupos pró-vida. Além disso em novembro a Câmara dos Deputados aprovou regime de urgência para revogar protocolos que facilitam o acesso de menores ao aborto legal.

O observatório também mapeará a gestão de hospitais e escolas por entidades católicas que recebem recursos públicos com o objetivo de garantir o cumprimento do princípio constitucional da laicidade do Estado.

Com informações de Luana Lisboa para Folha Press. fonte: Instagram

 

olga

olga2 cdd

olga3 cdd

olga4 cdd

olga5 cdd

olga6 cdd

olga7 cdd

 

seta rosa

 

cdd 1993 2025

Talvez vocês já saibam que Católicas pelo Direito de Decidir foi fundada no Dia Internacional da Mulher de 1993. Que se apoia na prática e teoria feminista para promover mudanças em nossa sociedade, sobretudo nos padrões culturais e religiosos. O que talvez vocês não saibam é que, mesmo sediada em São Paulo/SP, Católicas tem atuação nacional, com uma Rede de Ativistas presente em 12 estados e nas 5 regiões do Brasil, desenvolvendo atividades de formação, comunicação, incidência, articulação, monitoramento e produção de evidências.

Nos últimos anos, @ascatolicas passou por diversas mudanças e hoje se consolida enquanto uma organização feminista interseccional, antirracista, que valoriza e potencializa a diversidade e a dinâmica territoriais, buscando fazer do discurso uma prática coerente e ética. Temos muitas novidades para compartilhar com vocês este ano. A primeira é apresentar a nossa equipe atual.

#CatólicasPeloDireitoDeDecidir