Fala da Quebrada JNPP TURMA 2025a

Foto: Divulgação

 

A produção é realizada pela CIPÓ Comunicação Interativa, por meio do Projeto Juventude Negra e Participação Política (JNPP), e apresenta narrativas construídas por jovens da periferia da capital baiana, que transformam suas vivências em denúncia, memória e afirmação do direito à vida nas favelas.

Mais do que uma exibição audiovisual, o lançamento se configura como um encontro político-cultural, reunindo arte, poesia, música, memória e debate social, fortalecendo a comunicação comunitária como ferramenta de enfrentamento ao racismo estrutural e à violência que atinge, de forma sistemática, a juventude negra das periferias de Salvador.

Durante toda a programação, o público poderá acompanhar grafite ao vivo com mural temático, além de uma feira de empreendedores negros, banca de livros e zines que dialogam com temas como racismo, juventude, cultura periférica e favela, reafirmando o território como espaço de produção de conhecimento e economia criativa.

DJ ZaziFoto: Divulgação

A abertura do evento será marcada pelo “Ritual de Memória e Resistência”, com performance da DJ Zazi, em homenagem a jovens negros mortos em ações policiais, prática que impacta de forma brutal as favelas e periferias da Bahia.

Na sequência, a palavra ocupa o centro da cena com o Slam Fala de Quebrada, que reúne poesia falada de DoceEVA, Urubu do Quilombo, Felipe Halks e Monakizola, com mediação de C4tarse, do SLAM D’IDÉA. As performances reforçam a potência da oralidade como ferramenta política e de denúncia das violências vividas diariamente nas periferias.

Comunicação audiovisual como ferramenta política

Com episódios independentes, a websérie “Fala de Quebrada!” utiliza linguagem expositiva, cenários urbanos de Salvador e elementos gráficos em rotoscopia, dialogando diretamente com o cotidiano da juventude negra das favelas. Ao final da exibição, será realizada a roda de conversa “Arte Negra Pela Vida”, que propõe um debate sobre o papel da arte e da comunicação audiovisual na formação política e no fortalecimento das juventudes periféricas.

Para o jornalista e educador do projeto, Eduardo Machado, a proposta vai além da estética.

“A ideia é denunciar a violência, o extermínio da juventude negra e o racismo estrutural na Bahia, utilizando a poesia e a comunicação audiovisual como ferramentas que educam, informam e formam politicamente — transformando vidas e criando novos caminhos”, destaca.

Encerramento com música de resistência

Encerrando a programação, o palco Arte Negra Pela Vida recebe apresentações musicais dos grupos Guias Cegos, Mata Inteira e ATribo, com um repertório que atravessa o reggae, rap, samba de resistência e a música popular baiana, expressões que nascem e se fortalecem nas periferias e favelas como instrumentos de denúncia, identidade e sobrevivência.

fonte: https://www.anf.org.br/jovens-das-periferias-de-salvador-lancam-webserie-sobre-violencia-e-resistencia-da-juventude-negra/