Quase lá: Mentiras perigosas. Artigo de Greta Thunberg

“Estamos nos aproximando de um precipício. Sugiro encarecidamente que aqueles de nós que ainda não compraram o conto do greenwashing permaneçam firmes. Não deixemos que nos arrastem um centímetro mais perto da borda. Nem uma polegada. Bem aqui e agora é onde traçamos a linha”. Este é o apelo de Greta Thunberg, formulado em seu livro The Climate Book (O livro do clima), que está no prelo.

O extrato editado do livro foi publicado no The Guardian e reproduzido por Brecha, 14-10-2022. A tradução é do Cepat.

Greta Thunberg3

Eis o texto.

Talvez o problema esteja no nome: mudança climática. Não soa tão mal. A palavra mudança soa bastante agradável em nosso mundo inquieto. Não importa quão afortunados sejamos, sempre há espaço para a atraente possibilidade de melhorar. Depois, há a parte do clima. Mais uma vez, não soa tão mal. Se você vive em um dos países do Norte Global geradores de altas emissões, a ideia de um “clima mutante” pode muito bem ser interpretada como o oposto de algo assustador e perigoso. Um mundo mutante. Um planeta cada vez mais quente. O que há para não gostar? 

Talvez seja por isso que tantas pessoas ainda pensam na mudança climática como um processo lento, linear e inclusive bastante inofensivo. Mas o clima não está apenas mudando. Está se desestabilizando. Está entrando em colapso. Os padrões e os ciclos naturais delicadamente equilibrados, que são uma parte vital dos sistemas que dão sustentação à vida da Terra, estão sendo interrompidos e as consequências podem ser catastróficas. Existem pontos de inflexão negativos, pontos de não retorno, e não sabemos exatamente quando vamos ultrapassá-los. No entanto, o que sabemos é que estamos chegando muito perto, inclusive dos maiores. As transformações geralmente começam devagar, mas depois se aceleram. 

O oceanógrafo e climatólogo alemão Stefan Rahmstorf, da Universidade de Potsdam, escreve: “Temos gelo suficiente na Terra para elevar o nível do mar em 65 metros, aproximadamente a altura de um prédio de 20 andares. No final da última Era do Gelo, o nível do mar subiu 120 metros em decorrência do aquecimento de cerca de 5 graus Celsius.” Juntos, esses números nos dão alguma perspectiva sobre os poderes com os quais estamos lidando. A elevação do nível do mar não permanecerá uma questão de centímetros por muito tempo. 

A camada de gelo da Groenlândia está derretendo, assim como as "geleiras do fim do mundo" da Antártida Ocidental. Relatórios recentes indicaram que os pontos de inflexão para esses dois eventos já foram ultrapassados. Outros relatórios dizem que são iminentes (ver "Lluvia en la tierra verde", Brecha, 14-01-2022). Isso significa que já podemos ter criado condições atmosféricas de aquecimento tais que o processo de derretimento já não pode mais ser interrompido, ou que estamos muito próximos desse ponto. De qualquer forma, devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para interromper o processo porque, uma vez que essa linha invisível tenha sido cruzada, pode não haver mais retorno. Podemos reduzir a velocidade, mas, uma vez que a bola de neve começou a rolar, ela continuará o seu movimento. 

"É o novo normal" é uma frase que ouvimos com frequência quando discutimos as rápidas mudanças em nossos padrões climáticos diários: incêndios florestais, furacões, ondas de calor, enchentes, tempestades, secas etc. Esses eventos climáticos não estão apenas aumentando em frequência, mas estão se tornando cada vez mais extremos. O clima parece estar fora de controle e os desastres naturais parecem cada vez menos naturais. Mas este não é o “novo normal”. O que vemos agora é apenas o começo de um clima mutante, causado pelas emissões humanas de gases do efeito estufa. Até agora, os sistemas naturais da Terra têm atuado como amortecedores, suavizando as violentas transformações que estão ocorrendo. Mas a resiliência planetária, que tem sido tão vital para nós, não durará para sempre, e as evidências parecem sugerir cada vez mais claramente que estamos entrando em uma nova era de mudanças mais dramáticas. 

A mudança climática tornou-se uma crise mais cedo do que o esperado. Muitos dos pesquisadores com quem conversei me disseram que ficaram surpresos quando viram a rapidez com que está crescendo. A ciência é muito cautelosa quando se trata de fazer previsões. Um resultado dessa cautela, porém, é que pouquíssimas pessoas realmente souberam como reagir quando os sinais começaram a se tornar evidentes nos últimos anos. E menos ainda tinham planejado como comunicar o que está acontecendo. A grande maioria das pessoas estava se preparando para um cenário diferente e menos urgente. Uma crise que ocorreria dentro de muitas décadas. E, no entanto, aqui estamos. A crise climática e ecológica não está acontecendo em um futuro distante. Ela está acontecendo aqui e agora. 

* * * 

Se todos vivessem como nós na Suécia, precisaríamos dos recursos de 4,2 planetas Terra para nos sustentar. As metas climáticas estabelecidas no Acordo de Paris seriam apenas uma memória muito distante, um limite que teríamos cruzado há muitos, muitos anos. O fato de 3 bilhões de pessoas usarem anualmente menos energia per capita do que um refrigerador americano padrão nos dá uma ideia de quão longe estamos atualmente da equidade global e da justiça climática. 

A crise climática não é algo que “nós”, como humanidade toda, criamos. A visão de mundo que domina amplamente a perspectiva de Estocolmo, Berlim, Londres, Madri, Nova York, Toronto, Los Angeles, Sydney ou Auckland não é tão predominante em Mumbai, Ngerulmud, Manila, Nairóbi, Lagos, Lima ou Santiago. A população das regiões do mundo que são as maiores responsáveis por esta crise deve dar-se conta de que existem outras perspectivas e que deve começar a ouvi-las. Porque, quando se trata da crise climática e ecológica – como acontece com a maioria dos outros problemas –, muitos dos que vivem nas economias mais ricas ainda agem como se governassem o mundo. Ao usar para si os restos de nossos orçamentos de carbono – a quantidade máxima de CO2 que podemos emitir coletivamente para dar ao mundo uma chance de 67% de ficar abaixo de um aumento de temperatura global de 1,5 grau –, o Norte Global está roubando o futuro e o presente. Está roubando não apenas de seus próprios filhos e filhas, mas sobretudo daqueles que vivem nas partes mais atingidas do mundo, muitas das quais ainda precisam construir grande parte da infraestrutura moderna básica que outras regiões consideram garantidas. Hoje esse roubo profundamente imoral nem sequer existe no discurso do chamado mundo desenvolvido

Salvar o mundo é uma atitude voluntária. Certamente, pode-se argumentar contra isso do ponto de vista moral, mas o fato é que não existem leis ou restrições vigentes que obriguem ninguém a tomar as medidas necessárias para salvaguardar nossas futuras condições de vida no planeta Terra. Isso é problemático de muitas perspectivas, até porque – por mais que odeie admitir – Beyoncé está equivocada. Não são as meninas que mandam no mundo. Este é dirigido por políticos, corporações e interesses financeiros, representados principalmente por homens cis brancos, privilegiados, de meia-idade e heterossexuais. E acontece que a maioria deles está lamentavelmente mal preparado para o trabalho que há pela frente. Pode não ser que isso seja uma grande surpresa. Afinal, o propósito de uma empresa não é salvar o mundo, mas lucrar. Ou melhor, é obter o máximo de lucro possível para manter seus acionistas e os mercados felizes. 

Isso nos deixa nas mãos de nossos líderes políticos. Eles ainda têm grandes oportunidades para melhorar essa situação, mas acontece que salvar o mundo também não é sua principal prioridade. 

Enfrentar as questões da crise climática e ecológica inevitavelmente implica enfrentar muitas questões desconfortáveis. Assumir o papel de ser aquele que diz a verdade que ninguém quer ouvir e, portanto, colocar sua popularidade em risco, claramente não está na lista de prioridades de nenhum político. É por isso que tentam se afastar do assunto até não poder mais evitá-lo e, quando o abordam, recorrem a táticas de comunicação institucional e relações públicas para que pareça que estão tomando ações reais, quando na verdade acontece exatamente o contrário. 

Não me dá nenhum prazer continuar denunciando o absurdo de nossos chamados líderes. Eu quero acreditar que as pessoas são boas. Mas realmente parece que esses jogos cínicos não têm fim. Se seu objetivo como político é realmente agir sobre a crise climática, então seu primeiro passo seria reunir números precisos das nossas emissões reais, para obter uma imagem completa do problema e, a partir daí, começar a procurar soluções reais. Isso também daria uma ideia aproximada das mudanças necessárias, sua escala e a rapidez com que precisam ser implementadas. Isso, no entanto, não foi feito – nem mesmo sugerido – por nenhum líder mundial. Ou, que eu saiba, por qualquer político no mundo. 

A jornalista Alexandra Urisman Otto descreveu como começou a pesquisar as políticas climáticas suecas e descobriu que apenas um terço das nossas emissões reais de gases do efeito estufa está incluído em nossas metas climáticas e nas estatísticas nacionais oficiais. O resto é terceirizado ou escondido através de tecnicismos ou lacunas contábeis dos marcos internacionais de contabilidade climática. Portanto, sempre que se debate a crise climática em meu país "progressista" de origem, convenientemente deixamos de fora dois terços do problema. Uma pesquisa do Washington Post divulgada em novembro de 2021 mostrou que esse fenômeno está longe de ser uma exclusividade da Suécia. Embora os números variem de caso para caso, esse mecanismo e a mentalidade geral de tentar constantemente varrer as coisas para debaixo do tapete e culpar os outros é a norma em nível internacional. 

Por isso, quando nossos políticos dizem que devemos resolver a crise climática, todos deveríamos lhes perguntar a que crise climática estão se referindo. À crise que contém todas as nossas emissões ou àquela que contém apenas uma parte delas? Quando os políticos dão um passo adiante e acusam o movimento climático de não oferecer nenhuma solução para nossos problemas, devemos perguntar-lhes de que problemas estão falando. Do problema causado por todas as nossas emissões ou daquele gerado apenas pelas emissões que não conseguiram terceirizar ou esconder nas estatísticas? Porque estes são problemas completamente diferentes. 

Serão necessárias muitas coisas para que possamos começar a enfrentar esta emergência, mas, acima de tudo, precisaremos de honestidade, integridade e coragem. Quanto mais esperarmos para começar a tomar as medidas necessárias para nos mantermos alinhados com nossos objetivos internacionais, mais difícil e caro será alcançá-los. A falta de ação de hoje e de ontem deve ser compensada no futuro. 

Para que tenhamos uma pequena chance de evitar desencadear reações em cadeia irreversíveis muito além do controle humano, precisamos de cortes de emissões drásticos, imediatos e de longo alcance nas emissões onde elas são geradas. Se a banheira está prestes a transbordar, você não vai procurar baldes ou cobrir o chão com toalhas: você começa por fechar a torneira o mais rápido possível. Deixar correr a água significa ignorar ou negar o problema, retardar qualquer ação para resolvê-lo e minimizar suas consequências. 

Nossos políticos não precisam esperar que mais ninguém comece a agir. Nem precisam de conferências, tratados, acordos internacionais ou pressão externa. Eles poderiam começar imediatamente. Eles também têm, e tiveram durante muito tempo, infinitas oportunidades de se manifestar e enviar uma mensagem clara de que devemos mudar radicalmente nossas sociedades. E, no entanto, com muito poucas exceções, eles escolhem ativamente não fazê-lo. Esta é uma decisão moral que não apenas lhes custará caro no futuro, mas também colocará em risco todo o planeta vivo. 

***

De acordo com o Relatório sobre a Lacuna de Emissões de 2021 das Nações Unidas, a produção global de combustíveis fósseis planejada até 2030 será mais que o dobro da quantidade consistente com a meta de 1,5 grau. Esta é a maneira da ciência nos dizer que não podemos mais atingir nossos objetivos sem uma mudança de sistema, porque atingir nossos objetivos exigirá que quebremos contratos, licitações e acordos válidos em uma escala inimaginável. Esse tema deveria, é claro, dominar todas as horas de nossos noticiários diários, todas as discussões políticas, todas as reuniões de negócios e cada centímetro da nossa vida diária. Mas não é isso que está acontecendo.

A mídia e nossos líderes políticos têm a oportunidade de tomar medidas drásticas e imediatas, e mesmo assim preferem não fazê-lo. Talvez seja porque eles ainda estão em um estágio de negação. Talvez seja porque não se importam. Talvez não se dão conta. Talvez tenham mais medo das soluções do que do problema em si. Talvez tenham medo de causar um mal-estar social. Talvez tenham medo de perder sua popularidade. Talvez simplesmente não tenham entrado na política ou no jornalismo para desconstruir um sistema em que acreditam, um sistema que defenderam durante toda a vida. Ou talvez o motivo da sua falta de ação seja uma mistura de todas essas coisas. 

Não podemos viver de forma sustentável dentro do atual sistema econômico. No entanto, é isso que nos dizem constantemente para fazer. Podemos comprar carros sustentáveis, viajar em estradas sustentáveis, movidos a petróleo sustentável. Podemos comer carne sustentável e beber refrigerantes sustentáveis em garrafas plásticas sustentáveis. Podemos comprar fast fashion sustentável e voar em aviões sustentáveis usando combustíveis sustentáveis. E, é claro, também vamos cumprir nossas metas climáticas sustentáveis, tanto de curto como de longo prazo, sem esforço. 

Como?, você perguntará. Como isso pode ser possível quando ainda não temos soluções técnicas que possam resolver essa crise por si sós e a opção de parar de fazer as coisas é inaceitável para o nosso modelo econômico? O que vamos fazer com isso? Bem, a resposta é a mesma de sempre: vamos trapacear. Usaremos todos os tecnicismos e toda a “contabilidade criativa” que trafegamos em nossos marcos climáticos desde a primeira conferência das partes, a COP-1 de 1995 em Berlim. Terceirizaremos nossas emissões junto com nossas fábricas, manipularemos os dados de referência de base e começaremos a contar nossas reduções de emissões quando for melhor para nós. Queimaremos árvores, florestas e biomassa, porque os excluímos das estatísticas oficiais. Faremos compromissos de infraestrutura de gás fóssil que envolverão décadas de emissões e os chamaremos de gás natural verde. E depois diremos que vamos “compensar” o restante das emissões e anunciaremos projetos vagos de reflorestamento (árvores que podem ser facilmente perdidas por doenças ou incêndios), ao mesmo tempo que derrubamos as últimas florestas primárias ou virgens remanescentes em um ritmo muito mais rápido. 

Espero não ser mal interpretada. Plantar as árvores certas no solo certo é muito útil. Elas eventualmente sequestram o dióxido de carbono da atmosfera e precisamos fazer isso onde seja adequado para o solo e para as pessoas que vivem aí e cuidam dessa terra. Mas o reflorestamento não deve ser confundido com compensação climática ou o carbono offsetting, que é algo completamente diferente. Vejamos: o principal problema é que já temos pelo menos 40 anos de emissões de dióxido de carbono para “compensar”. Está tudo aí em cima, na atmosfera, e é lá que vai ficar, provavelmente por muitos séculos. É nesse CO2 histórico que deveríamos nos focar quando usamos nossas formas atuais e muito limitadas de remover o CO2 da atmosfera por meio de vários projetos, como o plantio de árvores. Mas a compensação como a concebemos não tem a intenção de fazer isso. Nunca foi criada para que limpemos o nosso desastre. Muitas vezes é usada como desculpa para continuar a emitir CO2 como habitualmente fazemos, business as usual, e, no entanto, enviar o sinal de que temos uma solução e de que não há necessidade de mudar. 

As palavras importam e estão sendo usadas contra nós. Trata-se de mentiras. Mentiras perigosas que causarão mais atrasos com consequências desastrosas. De acordo com as previsões da ONU, nossas emissões de CO2 devem aumentar mais 16% até 2030. O tempo que nos resta para evitar a criação de catástrofes climáticas cada vez maiores está se esgotando rapidamente. 

Atualmente, estamos a caminho de um mundo 3,2 graus mais quente até o final do século, e isso desde que os Estados cumpram todas as políticas com as quais se comprometeram, políticas que geralmente são baseadas em números falhos ou maquiados. A verdade é que em muitos casos não chegam nem perto disso. Estamos "a anos-luz de distância de atingir nossas metas de ação climática", para citar o secretário-geral da ONUAntónio Guterres, no final de 2021. Há também a questão do nosso histórico anterior de fracasso quando se trata de cumprir todas essas promessas e compromissos não vinculantes. Vamos apenas dizer que não é um histórico muito impressionante ou convincente. 

Mesmo se colocássemos em ação todos os nossos planos de ação climática, ainda estaríamos em apuros. O zero líquido para 2050 é simplesmente muito pouco e muito tarde. Há muita coisa em jogo para colocarmos nosso destino nas mãos de tecnologias incipientes e pouco desenvolvidas. Precisamos do zero real. E precisamos de honestidade. No mínimo, precisamos que nossos líderes comecem a incluir todas as nossas emissões reais em nossas metas, estatísticas e políticas. Antes que eles façam isso, qualquer menção a metas futuras vagas não passa de uma perda de tempo para nos distrair. Dizem que não devemos deixar o perfeito ser inimigo do bom. Mas o que exatamente fazemos quando as coisas boas não apenas falham em nos manter seguros, mas que também estão tão longe do que é necessário que só podem ser descritas como material humorístico? 

Dizem que devemos ser capazes de fazer concessões. Como se o Acordo de Paris já não fosse a maior concessão do mundo. Uma concessão que já nos comprometeu com quantidades inimagináveis de sofrimento para as pessoas e as áreas mais afetadas. Eu digo: "Basta". Eu digo: "Fique firme". Nossos supostos líderes ainda acreditam que podem barganhar com a física e negociar com as leis da natureza. Eles falam com flores e florestas na linguagem dos dólares americanos e da economia de curto prazo. Tentam impressionar os animais selvagens com seus relatórios trimestrais de renda. Leem análises de ações para as ondas do oceano, como idiotas. 

Estamos nos aproximando de um precipício. Sugiro encarecidamente que aqueles de nós que ainda não caíram no conto do greenwashing permaneçam firmes. Não deixemos que nos arrastem um centímetro mais perto da borda. Nem uma polegada. Bem aqui e agora é onde traçamos a linha. 

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fonte: https://www.ihu.unisinos.br/623164-mentiras-perigosas-artigo-de-greta-thunberg

 


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