
Em sete estados brasileiros, o eleitorado não terá a opção de votar em uma mulher para o comando do governo estadual. Ao todo, sete unidades da Federação terão disputas 100% masculinas ao governo: Amapá, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Ceará, Maranhão e Paraíba.
O apagão feminino nesses sete estados ocorre em um país onde as mulheres representam 52,8% do total dos eleitores. Levantamento feito pelo Brasil de Fato mostra que, do universo total de 195 candidaturas lançadas aos governos estaduais nas eleições deste ano, apenas 32 são de mulheres, o que equivale a escassos 16,4% de todas as cabeças de chapa oficializadas à Justiça Eleitoral.
Mulheres serão maioria apenas no estado de São Paulo, onde quatro candidatas enfrentam três homens. No entanto, nenhuma das quatro candidaturas femininas é competitiva. Conforme apontam as pesquisas, a eleição paulista deve ir ao segundo turno com Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos).
As candidatas paulistas são Vivian Mendes (UP), Vera Lúcia (PSTU), Izadora Dias (PCO) e Edjane Lima (Agir), mas nenhuma ultrapassou 2% nas pesquisas de intenção de voto. Em outros doze estados, somente uma mulher disputará o governo.
No país, das 32 mulheres que tentam a vaga de governadora, apenas 12 são negras — autodeclaradas pretas ou pardas — reunidas majoritariamente em agremiações de esquerda, como a Unidade Popular (UP), que concentra 12 do total de 17 candidaturas femininas no campo progressista. O PT, por sua vez, não lançou nenhuma mulher como cabeça de chapa nas disputas pelos governos estaduais neste ano.









Uma coletânea de artigos escritos por parceiras estratégicas da CFEMEA e que construíram conosco nossas principais lutas políticas ao longo dos últimos 30 anos. 


1989-2026 - Todas as publicações do Cfemea podem ser copiadas e publicadas em outros portais, utilizadas em processos formativos e para o fortalecimento do movimento feminista, pedimos somente que a fonte seja citada. As produções de outras entidades podem requer autorização das mesmas. O Portal do Cfemea foi desenvolvido utilizando o CMS Joomla com licença GNU - software livre.