Passadas as Festas, aqui estamos nós, arregaçando as mangas para dar início a mais um ano de trabalho. Antes, porém, queremos agradecer e retribuir a tod@s @s parceir@s e amig@s, que gentilmente nos enviaram votos de um Feliz 2002.

Acreditamos que este será um ano de grandes oportunidades e, ao mesmo tempo, de grandes desafios, exigindo de todas nós muito fôlego para levar adiante as tarefas que temos pela frente.

Começamos janeiro com a expectativa da realização do 2o Fórum Social Mundial. Com a experiência vivida no Fórum passado, desta vez teremos uma participação muito mais estruturada e efetiva. Estivemos presentes, participando de todo o processo de organização do Fórum e conseguimos articular com organizações feministas de todo o mundo. Este ano, existe um número maior de mulheres na composição das mesas de trabalho e os temas serão debatidos levando em consideração uma perspectiva étnica, racial e de gênero.

Um dos pontos altos da participação das mulheres, no FSM, deverá ser a Campanha "Contra os Fundamentalismos, o Fundamental é a Gente", organizada pela Articulação Feminista Marco-Sul. Esta campanha chama a atenção para o fato de que os fundamentalismos afetam de forma diferenciada a mulheres e homens e que as mulheres sempre são as suas maiores vítimas. Através de várias peças publicitárias, como camisetas, botons, raspadinhas e painéis, além de testemunhos de mulheres vítimas de diversos tipos de fundamentalismos, a Campanha pretende mostrar o papel que têm as nossas vozes na construção de um mundo melhor, mais fraterno, justo e igualitário, onde mulheres e homens, raças e religiões, possam conviver em harmonia, respeitando as individualidades.

Este é um ano de eleições e como todo ano eleitoral, será mais curto em relação aos trabalhos do Congresso Nacional. Precisaremos desenvolver um esforço especial, no primeiro semestre, se quisermos ver avançar em sua tramitação as proposições que afetam mais diretamente as mulheres. Por outro lado, também é este o momento de trabalhar pelo empoderamento das mulheres, não só tentando aumentar o número de eleitas sensíveis às causas feministas, como principalmente, levando aos/às candidat@s as reflexões dos movimentos de mulheres, no intuito de vê-las incorporadas em seus programas de governo.

O fato novo é que, pela primeira vez, temos uma mulher disputando as eleições presidenciais em igualdade de condições com os candidatos masculinos. Tentando discutir o significado da candidatura Roseana Sarney no cenário político nacional, é que o Fêmea entrevistou lideranças do movimento feminista e de mulheres, de diversos segmentos sociais.

O próximo desafio será a organização da Conferência Nacional de Mulheres Brasileiras - CNMB, que se pretende um espaço aberto para o debate democrático de idéias e o aprofundamento de propostas dos movimentos de mulheres que se opõem ao neoliberalismo, ao sexismo, ao racismo e à homofobia. Nela será lançada a Plataforma Política Feminista, documento a ser apresentado à sociedade brasileira em geral e, em especial, aos/às candidat@s às eleições de 2002. A construção da Plataforma se dará em seminários ou conferências regionais e estaduais, que começam a acontecer a partir de março. A realização da CNMB está a cargo do Comitê Organizador Nacional, do qual participam articulações, redes e outras instâncias nacionais dos movimentos de mulheres.

A hora é esta, os desafios são grandes, mas as oportunidades são maiores. Vamos ao trabalho!

 
 
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