No dia 28 de setembro (Dia pela Descriminalização do Aborto) o Fórum de Mulheres do Distrito Federal constatou uma triste realidade na capital da República: o número de casos de aborto entre meninas adolescentes, de 10 a 19 anos, praticamente duplicou de 1996 para 1997. Os dados foram apresentados pelo Fórum de Mulheres do DF no dossiê “Saúde Sexual e Reprodutiva d@s Adolescentes no Distrito Federal” que foi lançado oficialmente numa solenidade na Câmara Legislativa do Distrito Federal, na presença de representantes do movimento de mulheres, de instituições governamentais que trabalham com adolescentes e políticos.

De acordo com o Dossiê o número de adolescentes que recorreram aos serviços do SUS para corrigir seqüelas de aborto mal feito (curetagem) cresceu significativamente nos últimos 3 anos. Esse aumento excedeu, proporcionalmente, o índice de gravidez precoce no mesmo período. O número de atendimentos passou de 10%, em 1996, para 19,58%, em 1999. Foram 623 casos em 96 e 1090 em 99.

O dossiê, que está sendo distribuído às ONGs , instituições governamentais e mídia, traz dados globais sobre a situação da saúde sexual e reprodutiva de adolescentes no DF, com enfoque nas políticas públicas dirigidas a essas jovens.

Em relação à grave situação em que se encontram as jovens do DF o Fórum apresentou, na Câmara, algumas reivindicações como disponibilização de recursos orçamentários destinados especificamente à saúde sexual e reprodutiva, monitoramento pela Câmara Legislativa e pelo Ministério Público do DF e Territórios da implantação de políticas públicas e serviços de educação sexual e de saúde pelo governo do DF, capacitação dos profissionais de educação e de saúde da rede pública e implementação do Programa de Atenção Integral ao Adolescente em todas as regiões administrativas do DF.

“É preciso considerar que cada vez mais os adolescentes estão exercendo sua vida sexual mais cedo. Precisamos encarar essa realidade e apresentar políticas públicas que ofereçam informação preventiva para esses jovens” concluiu a assessora parlamentar do CFEMEA, Elizabeth Saar. A deputada Maria José Maninha (PT-DF) ressaltou a importância do movimento de mulheres ficar atento à questão do orçamento na hora de reivindicar políticas públicas para a saúde das mulheres e de adolescentes. Destacou que no DF, para o próximo ano, o orçamento do governo prevê um corte na área de saúde de 40%.

 
 
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