O Fórum Social Mundial é um novo espaço internacional para a reflexão e a organização de tod@s os que se contrapõem às políticas neoliberais e estão construindo alternativas para priorizar o desenvolvimento humano e a superação da dominação dos mercados em cada país e nas relações internacionais.

Este Fórum será realizado todos os anos, a partir de 2001, simultaneamente ao Fórum Econômico Mundial, que ocorre em Davos/Suiça sempre no final de janeiro. O espaço criado pelo Fórum Social estará voltado para a formulação de alternativas, para a troca de experiências e para a construção de articulações entre ONGs, movimentos sociais, sindicatos, associações e entidades religiosas em cada país. São essas organizações que vão enfrentar o desafio de promover e financiar o Fórum Social Mundial.

A proposta de criar o Fórum aconteceu em decorrência das mobilizações ocorridas, na Europa, contra o Acordo Multilateral de Investimentos (AMI), em 1998, das grandes manifestações de Seattle durante o Encontro da Organização Mundial do Comércio (OMC), em 1999 e das realizadas recentemente em Washington contra as políticas do FMI e Banco Mundial.

Tratando-se de um fórum social, com foco na sociedade civil planetária, é imprescindível dar voz às mulheres. O feminismo, uma teoria crítica e uma prática política, tem produção teórica e política consistente sobre as questões sociais, econômicas e culturais do desenvolvimento, da pobreza, da exclusão e da cidadania. Por este motivo, a ação internacional do movimento de mulheres tem sido das maiores entre os movimentos sociais, especialmente se avaliarmos o que foi a presença das mulheres nas diferentes conferências das Nações Unidas: Meio Ambiente, Direitos Humanos, Desenvolvimento Social, e Beijing. Há, portanto, força política e acúmulo de debate internacional.

O movimento de mulheres brasileiras tem uma especial responsabilidade com relação a este primeiro FSM, pois ele acontecerá aqui, em Porto Alegre, de 25 a 30 de janeiro.

Foi por todos estes motivos que a Articulação de Mulheres Brasileiras, juntamente com a Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos, o CLADEM - Brasil (Comitê Latino-americano e do Caribe de Defesa dos Direitos da Mulher), o Observatório da Cidadania - Brasil, a REPEM (Rede de Educação Popular entre Mulheres da América Latina), e a Rede DAWN - Global, apresentaram ao Comitê Brasil, organizador do Fórum Social Mundial, uma proposta concreta para garantir transversalidade às temáticas de gênero e à participação de feministas nos principais painéis de discussão. Todas as propostas apresentadas foram muito bem recebidas pelo Comitê Brasil e já foram incorporadas na programação do Fórum.

Em recente Seminário, realizado no mês de setembro, em Montevidéu, que reuniu várias organizações de mulheres do Cone Sul e do Brasil, ficou decidida a produção de uma espécie de convocação destas mulheres para as outras feministas do mundo participarem do Fórum Social Mundial.

Para obter mais informações sobre o FSM e para inscrever-se basta acessar o website www.forumsocialmundial.org.br.

 
 
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