Os resultados das eleições de 1998 trazem desafios aos analistas políticos e, em particular a todos que procuram integrar em suas reflexões, a questão do gênero. As porcentagens de mulheres eleitas, para todos os cargos, já evidenciam isto.

A tese de que quanto maior o poder, tanto maiores são as barreiras contra as mulheres se confirma na análise comparativa do quadro entre candidatos e eleitos, segundo o sexo.

Nos cargos de eleição proporcional os homens, embora tenham sido 86,99 por cento dos candidatos às Assembléias e Câmara Legislativas, conseguiram eleger um percentual maior do que o atingido pelas candidaturas masculinas, correspondente a 90,08%. As candidaturas femininas, ao contrário, apesar de serem a 13,01% do total, obtiveram um percentual menor de eleitas do que o de candidatas - as Assembléias e Câmara Legislativas contarão com 9,92% de mulheres na próxima Legislatura. Este fato se repete se analisarmos os resultados também em relação aos outros cargos. Esta sobrevantagem dos homens, ou seja, o fato de eles terem a proporção de eleitos superior a proporção de candidatos, é um fenômeno que supõe-se, deva ser explicado, em grande parte, pela diferença entre os recursos financeiros investidos nas campanhas de homens e mulheres.

Ao desmembrarmos estes resultados segundo o cargo eletivo, sexo, unidades da federação e partidos políticos, temos um quadro bem mais complexo, como se pode verificar.

   
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