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A Semana no Congresso
Lei que prevê linguagem inclusiva em documentos oficiais segue para sançao presidencial

Projeto de Iara Bernardi segue para sanção do Presidente Lula

Foi aprovado pela Câmara dos Deputados e encaminhado para sanção do Presidente Luis Inácio Lula da Silva a redação final, com substitutivo do Senado Federal, do PL 4610/2001, de autoria da Deputada Federal Iara Bernardi. O projeto, que dispõe sobre a “linguagem inclusiva” na Legislação e em documentos oficiais, estabelece a utilização de vocábulos do gênero masculino apenas para referir-se ao homem, exigindo que toda a referência à mulher seja feita com o gênero feminino. “A palavra ‘homem’ não poderá mais abranger pessoas do sexo feminino e masculino. Com a nova lei, o correto será homens e mulheres”, diz Iara.
De acordo com Iara Bernardi, a inclusão de termos de referência ao sexo feminino (como, por ex., “brasileiros e brasileiras natos” ao invés de “brasileiros natos”) contribui para fortalecer o trabalho realizado por movimentos de mulheres em todo o país, que têm lutado pelos direitos femininos. “A construção de uma sociedade na qual haja real igualdade entre mulheres e homens deve envolver uma mudança de mentalidade. Apesar de não conseguirmos isso com a criação de leis, acredito que a iniciativa legislativa é parte fundamental deste processo. A reconstrução da linguagem é inevitável para gerar uma nova consciência na população”, afirma Iara.
Quando sancionada, a nova lei mudará o art. 11 da Lei Complementar nº 95, de 26 de fevereiro de 1998, que passará a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 11. As disposições normativas serão redigidas com clareza, precisão e ordem lógica, obedecendo, no que couber, aos preceitos da linguagem inclusiva, observadas, para esse propósito, as seguintes normas:
...................................................................................................................
IV – em obediência aos preceitos da linguagem inclusiva, nos casos em que o termo ‘homen(ns)’ estiver se referindo a pessoas de ambos os sexos, deverá ser empregada a forma inclusiva ‘homen(ns) e mulher (es)’.” (NR)
Além do PL da “linguagem inclusiva”, Iara Bernardi tem outros projetos de sua autoria voltados à defesa dos direitos femininos. Três deles já viraram lei, como o que tornou crime o Assédio Sexual (Lei nº 10.224, de 2001), o que tipifica a Violência Doméstica no Código Penal (Lei nº 10.886, de 2004) e o que retirou termos preconceituosos no Código Penal brasileiro, como ‘mulher honesta’ e ‘mulher virgem’, além da extinção de alguns outros artigos, como o que considerava crime o adultério (Lei nº 11.106/2005). Assessoria de imprensa da Deputada Federal Iara Bernardi
28.06.2006 Regina Helena Santos - MTb-SP: 28.462 Tel: (15) 3234-1788 / 9715-9777

Fonte: Boletim A FRENTE informa – Produzido pela Frente Parlamentar e de Entidades Civis e Militares em Defesa da PREVIDÊNCIA SOCIAL PÚBLICA



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