|
Durante a Conferência Distrital foi realizada uma mesa redonda de debate sobre o desenvolvimento do DF e o protagonismo das mulheres. Dentre as participantes da mesa a secretária de Estado do Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do DF, Arlete Sampaio, apresentou o plano DF sem Miséria do GDF. Apontou alguns dados sobre a extrema pobreza da população do Distrito Federal. Segundo ela, 31% da população são mães extremamente pobres que moram sozinhas com suas/seus filhas/os. 13% das mulheres do DF estão sem ocupação e sem creches. Esses dados apresentados são uma realidade que precisa ser combatida com políticas públicas, por isso a realização dessa Conferência é fundamental neste momento", disse.
argaiv1055
A professora da Universidade de Brasília (UnB), Lourdes Bandeira, falou da importância das Conferências que reúnem variadas reivindicações de mulheres de diversas regiões, contemplando a variedade de demandas e espaços de diálogos que essas conferencia possibilitam em qualquer estâncias que elas realizam. A professora falou ainda sobre a importância do pensamento feminista e suas múltiplas expressões e manifestações que sempre estiveram presentes na estruturação dessas conferências.
Guacira de Oliveira, diretora do CFEMEA, lembrou da luta, resistência e persistência do movimento de mulheres durante todos os anos participando, elaborando propostas para os Planos Nacionais de Políticas para as Mulheres, e no qual nunca o movimento recebeu respostas. "Agora com governo novo, existe outras possibilidades. Queremos fazer a diferença". Para Guacira existem questões centrais e problemas a serem enfrentados, como políticas capazes de enfrentar as desigualdades. "A ideia de políticas para as mulheres ainda está muito longe de se concretizar. Mas o feminismo afirma e dá significado às política para as mulheres". Guacira também ressaltou que a luta feminista está enfrentando, dentro e fora do governo, as forças antidireitos, conservadoras e fundamentalistas. E foi bastante enfática ao dizer: "não à redução dos gastos públicos às custas da autonomia e dos direitos para as mulheres; e não às políticas públicas à custa do trabalho não remunerado das mulheres".
Isabel Freitas Marcha Mundial das Mulheres também participou da mesa de debates e defendeu a luta contra a pobreza e a violência sexista. E afirmou que as mulheres querem a ampliação de direitos e proteção social para todas.
Após a mesa de debates foi montado grupos de trabalhos para gerar propostas relacionadas às temáticas direcionadas aos direitos das mulheres.
|