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Aborto: legalizar para não morrer PDF Imprimir E-mail
Qua, 26 de Setembro de 2007

Movimentos feministas e de mulheres do Brasil e de países da América Latina e do Caribe se mobilizam nesta semana pela legalização do aborto na região. Em Brasília, o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA) participará de debates e ações de rua, com o objetivo de informar e sensibilizar a sociedade (veja abaixo). O lema utilizado nas manifestações da data será Educação Sexual para escolher; Contracepção para prevenir; Aborto legal para não morrer.
 O que se pretende é deixar claro que a legalização da prática no Brasil tem de estar dentro de uma política de planejamento familiar, que garanta o acesso a métodos contraceptivos e informação que permita às mulheres escolher a melhor forma de evitar uma gravidez. “E que, se mesmo com acesso aos métodos, ocorrer uma gestação indesejada, ela deve ter o direito de interrompê-la sem colocar sua vida em risco”, afirma a assessora parlamentar do CFEMEA para a área de saúde, direitos sexuais e reprodutivos, Kauara Rodrigues.
 
 SAÚDE PÚBLICA – A reivindicação pela legalização se apóia em dados do Ministério da Saúde que dão conta que 236 mil mulheres deram entrada, em 2006 (DataSUS), nos hospitais do Serviço Único de Saúde (SUS) para realizar de curetagens depois de um abortamento provocado. As principais vítimas são as mulheres pobres, negras e jovens.
Além disso, está em jogo o direito de as mulheres decidirem sobre suas vidas. A criminalização do aborto não impede que cerca de um milhão de brasileiras recorram ao método todos os anos. Isso apenas condena todas elas aos riscos da clandestinidade e algumas à morte.

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Veja a programação:
– Quarta-feira, dia 26, às 17h: Oficina para pintar e customizar latas para as batucadas na Praça interna do CONIC (próximo ao BRB);
 
– Quinta-feira, dia 27, às 16h: manifestação pela legalização do aborto na Praça do Relógio em Taguatinga, com batucada, faixas e distribuição panfletos na Praça e nos sinais de trânsito;
 
– Sexta-feira, dia 28: Debate Aborto e Direitos Humanos: vamos conversar?, com Beth Saar, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), e de Lia Maria Santos, do EnegreSer – Coletivo Negro do DF. A coordenação é de Flávia Squinca, pesquisadora do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis). Antes disso, será exibido o documentário Uma História Severina, de Débora Diniz e Eliane Brum. A programação será no Anfiteatro 15 (ICC Norte), a partir das 12h.
Mais tarde, às 17h, um grupo de manifestantes sairá do Setor Comercial Sul em passeata até a Rodoviária, onde serão entregues panfletos informativos sobre o aborto.

CONTATO
Kauara Rodrigues, assessora do CFEMEA para a área de saúde e direitos sexuais e reprodutivos, pelo telefone (61) 3224 1791.
Soraya Fleischer, coordenadora de projetos do CFEMEA, pelo telefone (61) 3224 1791.

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