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O desembargador Etério Ramos Galvão, ex-presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, será investigado pelos crimes de: seqüestro e cárcere privado, ameaça de morte, aborto, subtração de menor, falsidade ideológica, uso de documentação falsa, denunciação caluniosa e coação no curso do processo. Having a drink can increase certain uncomfortable side effects of isosorbide mononitrate viagra no prescription non generic. Ask your medical provider any queries maybe you have about how precisely to utilize ViagraCaverject Impulse alprostadil for Erectile Dysfunction: Very dependableworks everytime once you understand how to inject properly cialis price. argaiv1597
A corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, em decisão unânime, recebeu a denúncia e determinou que o desembargador seja afastado do cargo até fechamento da ação penal. O julgamento do processo ocorreu no dia 19 de março e durou quatro horas.
A denúncia é da médica anestesiologista Maria Soraia Elias Pereira. O depoimento conta que Soraia teve uma relação, durante certo tempo, com o magistrado e engravidou, em fevereiro de 1999. A médica falou da gravidez ao amante, que chegou a leva-la a clínicas sugerindo um aborto. Idéia com a qual ela não compartilhava. Em abril do mesmo ano, o desembargador tentou provocar o aborto sem o consentimento da grávida, dissolvendo comprimidos abortivos em um suco de laranja.
No entanto, essa e outras tentativas de interrupção da gravidez de Soraia, o magistrado e outr@s envolvid@s a levaram para um sítio. A grávida tomou um comprimido que a deixou desacordada e, na ocasião, o aborto teria sido realizado pela médica Mirlene de Oliveira.
A relação continuou e Soraia engravidou novamente. Ao ser informado da gravidez, Etério decidiu o fim do romance. Soraia passou a receber ameaças e coações. Segundo seu depoimento a anestesiologista foi espancada em janeiro de 2000, teve seu carro roubado e incendiado, e decidiu denunciar o caso ao Ministério Público Federal de Pernambuco. Como as perseguições continuaram, Soraia abandonou seu emprego na Prefeitura do Recife e fugiu, em março daquele ano, para Manaus.
Em junho de 2000, Soraia voltou ao Recife para prestar declarações à polícia federal e, por recomendação, se hospedou em um hotel sob pseudônimo. A grávida alega que, ao sair do hotel, foi seqüestrada e levada à uma casa de praia, onde permaneceu em cárcere privado por vários dias. Soraia deu a luz à uma menina, assistida por uma médica. A criança ficou com a mãe alguns dias, mas foi tirada de sua guarda por seqüestrador@s.
A anestesista conseguiu escapar do cativeiro, pediu socorro, chegou a um hospital de carona e foi resgatada pela polícia. Entretanto, a filha de Soraia continua desaparecida. Há a possibilidade de que o bebê tenha sido adotado em algum país estrangeiro, mediante a falsificação de documentos.
O Ministério Público Federal denunciou, além do desembargador e da médica Mirlene de Oliveira: o advogado e, à época, juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, Mário Gil Rodrigues Neto; o funcionário público Samuel Alves dos Santos Neto; o empresário Túlio Linhares; o advogado Eliah Duarte; e o casal de médic@s Joselma e Flávio Paes.
Mais informações sobre o caso podem ser obtidas em www.stj.gov.br. O número do processo é: INQ 323.
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