Fórum Social Mundial é um espaço para a reflexão, o debate democrático de idéias, a formulação de propostas, a troca de experiências e a articulação para ações eficazes, de entidades e movimentos da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo.

Será sempre aberto ao pluralismo e à diversidade de engajamentos e atuações das entidades e movimentos que dele decidam participar, bem como à diversidade de gênero, etnias, culturas, gerações e capacidades físicas.

É um processo que estimula entidades e movimentos a situar suas ações, do nível local ao nacional e buscar uma participação ativa nas instâncias internacionais, introduzindo na agenda global as práticas transformadoras que estejam experimentando na construção de um mundo novo solidário". Este é um trecho da Carta de Princípios que orienta a continuidade do Fórum Social Mundial.

Foi com base nestas diretrizes que milhares de pessoas se reuniram no 1º Fórum Social Brasileiro - FSB, realizado em Belo Horizonte (MG), entre os dias 6 a 9 de novembro de 2003. Calcula-se que 40 mil pessoas participaram do evento.

O FSB foi um espaço aberto e plural de articulação, troca de experiências e de debate democrático de idéias entre brasileir@s. O evento abordou, de forma crítica, os alcances, conseqüências e singularidades da globalização neoliberal no Brasil. Atualmente, o país vive um momento histórico com novas possibilidades e velhos limites à transformação social. Neste sentido, houve debates sobre as alternativas concretas ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital que, por meio do imperialismo e da guerra, destroem a vida e o meio ambiente, comprometendo o futuro do mundo.

Durante quatro dias, Belo Horizonte acolheu o Brasil. Lá floresceram atividades culturais, políticas, conferências, reuniões de articulação, atividades auto-gestionadas. Também buscou-se o fortalecimento dos movimentos sociais. Perpassando estas ques-tões, os movimentos de mulheres e feministas discutiram a necessidade do combate às formas de discriminação e opressão, como as que vitimam - pelo preconceito de gênero, étnico-racial e de geração - milhões de brasileir@s.

Programação

No primeiro dia, houve a "Marcha de Abertura" do 1º FSB. As ruas foram tomadas por uma manifestação alegre e colorida, com a participação de pessoas que acreditam que um outro mundo é possível, um outro Brasil é necessário.

Na passeata, a diversidade do movimento social brasileiro se mostrou com força, reunindo cerca de 15 mil pessoas. Cada movimento, grupo ou tribo, com suas bandeiras, suas propostas e palavras de ordem. As mulheres estiveram em todas as alas e, também, em uma especial: a Ala pelo Direito de Decidir, dizendo não à violência contra a mulher e pelo direito de decidir sobre o próprio corpo. O objetivo foi dar visibilidade ao esforço que o feminismo brasileiro tem realizado pela descriminalização do aborto, no país.

Já as Conferências foram conduzidas a partir dos seguintes temas:

  • Alca, OMC e dependência externa: estratégias econômicas de dominação;
  • Globalização armada e militarização na América Latina;
  • Superação do neoliberalismo por meio de projetos democráticos, populares, não sexistas e anti-racistas de desenvolvimento sustentável;
  • Justiça social, direitos humanos, igualdade entre mulheres e homens, gerações e superação do preconceito racial no Brasil;
  • Estado e movimentos sociais: repressão, cooperação, cooptação;
  • A ação global dos movimentos sociais.

Seminários e oficinas foram realizadas por organizações de mulheres, sobre todos os eixos e temas propostos pelo Fórum Social Brasileiro. As mulheres que participaram do FSB disseram com todas as letras que "o Brasil que temos precisa mudar para acolher a diversidade e a pluralidade do que somos enquanto Nação".

A Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, na coordenação do 1º FSB, assumiu a responsabilidade política de fazer acontecer o Planeta Fêmea, instalado na área das "Tendas Políticas". Marco também dos FSMs realizados em Porto Alegre, o Planeta Fêmea foi um ponto de encontro das mulheres, resgatando a irreverência e o compromisso feministas de lutar e ter prazer. Local mais visitado pela mídia, ficou aberto às mulheres e a todos os setores que não ocupavam espaço oficial no Fórum Social Brasileiro.

Colaboração: Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos.

Para outras informações, acesse o sitio www.fsb.org.br.

   
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